" A verdadeira afeição na longa ausência se prova"

Luís de Camões

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando...

Quando tudo está escuro
Quando o que resta é o silêncio
Quando faz frio lá fora
Quando falta calor aqui dentro
É nesse mundo o meu abrigo
Meu universo paralelo
Uma luz que eu procuro


“Depois que você passa tempo demais longe de casa, vira uma interseção  entre dois conjuntos, como naqueles desenhos que fazemos na escola. Pertence aos dois, mas não pertence a nenhum deles. Você passa a ter uma memória sempre velha, sempre ultrapassada da casa.”
Azul-Corvo, de Adriana Lisboa

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.


Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.



Martha Medeiros

sábado, 21 de maio de 2011

Para descontrair um pouco

O frio é relativo... assim dizia meu professor de biologia celular.
Meu amigo Andrei Menegat descontrai seus leitores com um blog de piadas, foi de lá que tirei o texto que segue:


35º C ou mais

Baianos vão a praia, dançam, cantam e comem acarajé.
Cariocas vão a praia e jogam futebol.
Mineiros comem um “queijin” na sombra.
Todos paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
Gaúchos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25ºC

Baianos não deixam os filhos sairem ao vento após as 17 horas.
Cariocas vão à praia mas não entram na água.
Mineiros comem um feijão tropeiro.
Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral, poucos ainda entram na água.
Gaúchos reclamam do calor e não fazem esforço devido ao esgotamento físico.

20ºC

Baianos mudam os chuveiros para a posição “Inverno” e ligam o ar quente das casas e veículos.
Cariocas vestem um moletom.
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa.
Gaúchos tomam sol no parque.

15ºC

Baianos tremem incontrolavelmente de frio.
Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
Gaúchos dirigem com os vidros abaixados.

10ºC

Decretado estado de calamidade na Bahia.
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas.
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família.
Gaúchos botam uma camisa de manga comprida.

5ºC

Bahia entra no Armagedon.
César Maia lança a candidatura do Rio para as olimpíadas de inverno.
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha.
Paulistas lotam hospitais e clínicas devido doenças causadas pela inversão térmica.
Gaúchos fecham as janelas de casa.

0ºC

Não existe mais vida na Bahia.
No Rio, César Maia veste 7 casacos e lança o “Ixxnoubórdi in Rio”.
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gilberto
Barros, Gugu Liberato, Luciana Gimenes e Silvio Santos.
Gaúchos fazem um churrasco no pátio… antes que esfrie.



Blog do amigo Andrei
http://piadadodia1.blogspot.com/

Gêmeos

(de 21 de maio a 20 de junho)

A mulher de gêmeos

Não sabe o que quer
Mas tirante isso
É uma boa mulher.
A mulher de gêmeos
Não sabe o que diz
Mas tirante isso
Faz o homem feliz.
A mulher de gêmeos
Não sabe o que faz
Mas por isso mesmo
É boa demais...

Vinícius de Moraes


sábado, 14 de maio de 2011

Lançamento de "Contos de Amores vãos"

Foi na última quarta-feira dia 11 de maio o lançamento do mais recente livro do escritor caxiense Uili Bergamin.
Eu estive presente e pude conferir de perto o prestigio de dezenas de pessoas. O lançamento foi um sucesso!
Adquiri o livro e ganhei autógrafo do autor.
Estou quase terminando de ler e estou maravilhada com o que descubro naquelas palavras, histórias instigantes de um autor fascinante.

Algumas fotos:





segunda-feira, 9 de maio de 2011

Direito Ambiental como Direitos Humanos

Hoje às 19:30h, no auditório do Bloco H da UCS, João Pedro falará sobre "Direitos Ambientais como Direitos Humanos" e abordará o agronegócio e suas consequências para os alimentos e o meio ambiente. O evento é destinado a acadêmicos, docentes e profissionais da área de Ciências Humanas, além de líderes de movimentos sociais e entidades comunitárias e comunidade em geral.

Vamos lá acadêmicos!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Sino do Campanário

O Sino do Campanário,Publicado em 2005 e vencedor do Fundoprocultura, éuma coletânea de contos, obra de estréia do escritor Uili Bergamin, foi o livro de ficção mais vendido da Feira do Livro de Caxias do Sul daquele ano. Adaptado para o cinema, teve sua estréia nas telonas em 2007, com recordes de público em Cotiporã, onde foi filmado, e em Caxias do Sul, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Imediatamente teve a primeira edição esgotada, recebendo seguidas reedições. O livro continua sendo adotado como leitura complementar obrigatória por inúmeras escolas de todo o estado. Um Best-Seller regional.


Abaixo video do conto.



O Sino do Campanário, 3ª edição



Já passam algumas semanas desde que saiu a 3ª edição de “O Sino do Campanário” do notável escritor caxiense Uili Bergamin.
Adquiri o livro e o devorei numa bocada só.
É maravilhosa a sensação que os contos nos trazem. Desde a nota do autor, que já comentei na 2ª edição do mesmo, até sua última página, ele simplesmente apaixona. Traz todas as emoções típicas da paixão. Os textos são envolventes, algumas vezes sentimos raiva ou alegria, temos medo, nos sentimos corajosos, encontramos amigos, nos despedimos de amores, descobrimos amores. Enfim, é a vida com todas as suas faces presentes em cada dobrar de sino.
No conto “O sino do campanário”, certamente vivemos e tememos todas as angustias do personagem.  Não precisamos ser padres nem ter quase setenta anos para nos assustarmos com a realidade, para nos arrependermos de ter querido agradar os outros, para não nos entender e não entender um monte de coisas por aí.  Nos faz ter vontades estranhas, as vezes queremos sumir ou até nem existir. Tantas vezes desejamos ter um sino e embalar nele todas as vozes que estão presas, badalar bem forte nossas angustias num grito mudo, o grito que não quer calar.
Uili consegue fazer isso em cada um de seus contos. A terceira edição ficou especialmente bonita. Os textos foram retrabalhados e ficaram ainda melhores. O conto “A ilha mágica” foi retirado, pois ganhou vida em um livro infanto-juvenil, muito lindo por sinal. A novidade são dez minicontos inéditos. Ouso dizer que um dos minicontos resume, se é que é possível resumir algo tão completo, a grandeza, a beleza, a inteligência e a coragem do autor em sua criação, citado abaixo:
Agora
Sim ao instante. Ao fazê-lo, não é só a nós que aceitamos, mas a toda a existência. Se nossa alma vibrar, como uma corda, ressoando de felicidade uma única vez, é por que a eternidade era necessária para produzir tal acontecimento. E o todo fica, por esse único átimo, justificado.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

II Festa da Produção

No ultimo final de semana realizou-se no distrito de Santa Lúcia do Piaí, a II Festa da Produção.
Dei uma passada lá no fim da tarde de sábado e no domingo.
Foi bem legal, agora vamos esperar pela próxima.
Ficam alguns registros:



Escola onde estudei durante todo o ensino fundamental


Trabalho realizado por alunos da E.M.E.F Sta Lúcia
são paisagens naturais do distrito